Uauiara – Boto cor-de-rosa

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A lenda: Nas noites de festa junina o boto cor-de-rosa sai do rio. Cheio de um poder especial, consegue se transformar num lindo jovem vestido com roupas de linho branco.  O danado encobre o rosto com um chapéu também branco e assim disfarça o nariz grande. Falante e galanteador, achega-se às jovens desacompanhadas para seduzi-las. Depois as convence a dar um passeio no fundo do rio, lá o boto as engravida. No dia seguinte volta a ser boto e desaparece no rio. 

Em 1978 a lenda do boto foi transformada num filme. "Ele, o boto" com grandes nomes no elenco: Carlos Alberto Riccelli, Cássia Kiss e Ney Latorraca. O diretor foi Walter Lima Junior.

O fato: A lenda do boto pilantrinha era usada para justificar a ocorrência de uma gravidez fora do casamento. Ainda hoje, na região, costuma-se dizer que uma criança é filha do boto se não sabe quem é o pai. Durante o almoço, logo depois de fazer o vídeo abaixo, perguntei a uma das garçonetes se ela já tinha ido nadar com o boto. Ela respondeu que não, que achava que dava azar… O fato é mais fantástico que a lenda – tem gente que acredita até hoje. 

"A tradição amazônica diz que o boto carrega um espada presa ao seu cinto, mas que, no fim da madrugada, quando é chegada a hora de ele voltar ao leito do rio, é possível observar que todos seus acessórios são, na verdade, outros habitantes do rio. A espada é um poraquê (peixe-elétrico), o chapéu é uma arraia e, finalmente, o cinto e os sapatos são outros dois diferentes tipos de peixes.

O boto ou Uauiara, também é conhecido por ser uma espécie de protetor das mulheres, cujas embarcações naufragam. Muitas pessoas dizem que, em tais situações, o boto aparece empurrando as mulheres para as margens do rio, a fim de evitar que elas se afoguem, as intenções disso até hoje não são muito conhecidas…" Thais Pacievitch

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Lendas a parte, nadar com os golfinhos do rio é uma delicia, uma experiência única. Quando você for visitar o Ariau Towers não deixe de fazer esse passeio. O local é no Rio Ariau, que dá nome ao hotel e que termina no gigantesco Rio Negro. Nadamos em rio aberto, é o mesmo local onde vimos os jacarés (caiman) e pescamos piranhas. Não tem perigo porque as piranhas morrem de medo dos Botos (será que elas sabem da lenda?) e os jacarés têm habitos noturnos.

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