A Rede Social – Sessão da Tarde ou Oscar?

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A Rede Social, filme de como o Facebook foi criado, é um filme regular – nasceu prontinho para a “Sessão da Tarde”. Mas tem muita gente falando que ele merece um Oscar. Digo mais, foi difícil achar alguém criticando o filme.

Será que mais gente também acha que A Rede Social não é tão bom assim? Resolvi fazer uma pesquisa. O filme foi lançado no Brasil no dia 3 de dezembro/2010. A pesquisa foi feita do dia 30/12/2010 até 12/01/2011. 

A Pesquisa

Perguntei às pessoas o que elas acharam do filme. Um questionário simples com apenas 4 perguntas. 30 pessoas responderam – homens e mulheres com uma média de idade de 28/30 anos.

Vamos as perguntas e respostas:

Você já viu o filme?

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Se não viu o filme, pretende ver?

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O filme em sua opinião é?

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Acha que ele merece algum Oscar? (em qq categoria)

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Mensagem oculta

 

A Rede Social – melhor filme do ano, será? Não concordo. A Srta. Dana Stevens no site Slate.Com levanta ainda uma outra questão pertinente “O filme do Facebook é sexistas?” No mesmo artigo ela responde “Ele (o filme) definitivamente tem um problema com mulheres”.

O cara que fez FaceBook, Mark Zuckerberg (conforme apresentado no filme) não é capaz de manter relacionamento nem com os amigos, nem com as mulheres. As mulheres ele trata como inimigos idiotas e os amigos ele trai. O papel das mulheres no filme, a não ser por dois ou três momentos de Erica Albright (Rooney Mara), realmente é lamentável.

A história está sendo contada por jovens e, claro, que retrata o mundo como esses jovens o vêem, certo? Esse é exatamente o grande problema. Se o filme é bom, se merece um Oscar é pouco relevante. Tudo ali está ocorrendo não do século passado, mas no início deste – no início do novo milênio. Não fiquei surpreso… mas esse é o problema real. Estamos aqui falando sobre os cérebros da América – Universidade de Harvard.

Deve ser um filme de denuncia, não é? Meu amigo, é Harvard! E o que vemos? Um conto medieval. Daqueles onde as mulheres são fonte de inspiração, amadas patologicamente adistância, usadas, etc, tudo menos sujeito. O que vemos no “filme do ano”, como dizem alguns críticos, são meninas tolas, rindo jogando vídeo game, às vezes neurótica e, mesmo a melhor delas (Erica) é incapaz de entender o gênios.

Que gênio? Um gênio (Mark) incapaz de se comunicar com o outro sexo e seus companheiros . Não sei que raio de gênio, na Floresta Amazônica, os nossos índios se abaixam para conversar com as crianças. O que eles querem dizer é “As crianças não podem subir, mas nós, que somos mais experientes e temos mais conhecimento, nós podemos (devemos) abaixar e comunicar “.

Muita gente, como eu mesmo, tem conta no FaceBook e gostamos, certo? Talvez a maioria das críticos que li tenham medo de perder a deles se não falarem bem do filme. A história é interessante sim, porque nós conhecemos o site e o serviço. Mas é filme para sessão da tarde e não para Orscar.

A cena mais patética de todas é a de Zuckerberg, no final, enviando para Erica um pedido de adicionar como amigo no FB. A denuncia “velada” de Rede Social é: ainda temos que caminhar e fazer muito para viver a igualdade, respeito e contato sadio entre homens e mulheres, estamos longe.

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